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Por Herval Sampaio e Joyce Morais

 

Hoje, dia 07 de setembro, é comemorado o Dia da Independência do Brasil, quando em 1822 o príncipe regente Dom Pedro, às margens do riacho do Ipiranga (localizado na atual cidade de São Paulo-SP), proferiu o grito da independência, rompendo laços com Portugal. Desde então a data é festejada com feriado nacional e desfiles cívicos pelas cidades, celebrando o orgulho patriota. Mas será que temos tanto a comemorar mesmo? Quanto independentes nós somos realmente?

O Brasil em seu descobrimento foi arrematado por Portugal, que explorou nossas riquezas e nossa gente por muito tempo. Mesmo após a separação entre os países, os grandes proprietários de terra que aqui ficaram passaram a escravizar negros africanos e com a industrialização passaram a adquirir mão de obra barata, sujeitando os trabalhadores à péssimas condições de trabalho, situação que infelizmente ainda persiste em alguns recantos do país.

Hoje, com grandes avanços sociais e jurídicos, o grande vilão e senhor dos escravos é a corrupção. A corrupção escraviza, acorrenta, assola, maltrata e mata milhares de brasileiros todos os dias quando falta remédio e maca nos hospitais; quando não há vagas para consultas e cirurgias; quando alunos ficam sem aula por falta de professor ou de merenda escolar; quando o empregado trabalha mais que sua jornada sem receber horas extras; quando a carga de impostos é tão alta que não permite ao pai alimentar seu filho adequadamente; quando faltam incentivos ao jovem para o primeiro emprego, enfim quando falta dinheiro para efetivação de todas as políticas públicas e quando os direitos são desrespeitados por causa de poderosos que usam justamente a corrupção para se manter no poder e continuarem descumprindo as normas.

A corrupção escraviza e nos causa revolta quando vemos malas cheias de dinheiro público sujo esperando para ser lavado e usado em benefício de criminosos, tudo para que continuem nesse círculo vicioso e pernicioso. É absurdo ler a cada dia nos noticiários esquemas de corrupção serem revelados. Detalhe: o que pensávamos ser mala com a apreensão da semana, mais parece uma necessarie ou pochete!

Em três dias, a gente descobre mais de 51 milhões de reais em apartamento escondidos supostamente pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, adquiridos através de propina; descobre que dois ex-presidentes da República, Dilma Rousseff e Lula foram indiciados por crime de corrupção e obstrução à justiça, quando em seu mandato, a primeira mulher presidente do país tentou nomear Lula para o Ministério da Casa Civil, em uma tentativa frustrada de tentar tirá-lo das investigações da Lava-Jato em Curitiba e assegurar a ele foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal; e descobre ainda que os irmãos delatores Joesley e Wesley Batista tentaram enganar a Justiça, omitindo e mentindo sobre informações sobre crimes que cometeram ou de que tinham conhecimento, permitindo agora que se cancele assim o considerado vantajoso acordo que tinham com a Procuradoria-Geral da República.

E para completar essas novidades, que por mais incrível que pareça, ainda foram capazes de nos estarrecer, quando pensávamos que não mais nos surpreenderiam, tivemos o testemunho e não a delação como se tem falado do ex-deputado, prefeito e ministro Antônio Palloci, que companheiro de 30 anos do ex-presidente Lula e petista de carterinha como se diz, conta ao Juiz Moro o que a maioria do povo brasileiro, não apaixonados e cegos por Lula e sua trupe, já sabia, que, por óbvio, o PT não poderia ser o único partido que por algo sobrenatural estaria livre de toda essa roubalheira.

Entretanto, ainda temos muitos que insistem em dizer que tudo isso é conspiração da mídia, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, só valendo esses testemunhos, delação, e demais provas quando dizem respeito aos outros partidos e políticos adversários.

Será que Palloci é o único mentiroso dentre os que depuseram e delataram? Mas ele não era um grande companheiro, segundo o próprio Lula? E não é mais?

Em outros textos, retornaremos a todos esses assuntos que acabaram nos surpreendendo e que com certeza comprova que estamos longe, muito longe de sermos independentes na acepção da palavra.

É então que a gente para e reflete o quão realmente nós somos independentes. A verdade é que acreditamos que o Brasil nunca foi. Uma Nação independente pressupõe uma Nação forte, unida e soberana não apenas no papel.

Se formalmente somos uma democracia, na prática, estamos à mercê de representantes que, por vezes, só representam a si e seus interesses. Estamos, como há muito tempo não estávamos - depois de um breve salto de desenvolvimento interno e crescimento internacional – em um triste momento político-econômico que escancarou para o mundo a falta de ética e moral dos nossos governantes e infelizmente, a fragilidade do nosso sistema.

Para não finalizar esse texto sem o otimismo que deve imperar em nossas ações para justamente vencermos este obstáculo, registramos com orgulho que a Polícia Federal, mais uma vez, ao participar do desfile cívico da comemoração de nossa independência no sentido histórico, foi ovacionada pelo povo, comprovando que as instituições que hoje combatem à corrupção de todos os lados são realmente prestigiadas, logo sinalizamos que o povo não aguenta mais corrupção de quem quer que seja, desejando piamente ser independente e por conseguinte, precisamos de uma magistratura também independente e que não fique a mercê dos poderosos, que a denigrem justamente para que não haja a tão sonha independência da corrupção em nosso país. 

Sonhamos, então, com o dia em que investigações apontarão que o dinheiro foi destinado corretamente. Sonhamos com o dia em que o ensino será de qualidade, as pessoas serão atendidas com dignidade nos hospitais, com o dia em que não precisaremos sair às ruas pedindo ordem e combate à corrupção, mas tão somente, marchando, em datas como essa que nos fazem sentir orgulho de quem somos. Mas por hoje... Por hoje não. Não há (ainda) o que comemorar. 

Não há, então, independência de uma nação com patente corrupção!