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Por Affonso Ghizzo Neto

Inicialmente é importante perceber que o crime organizado que se instalou e se desenvolveu depois da democratização do País - independentemente de ideologia ou partido político -, que desde então domina e comanda as instituições políticas e econômicas do Brasil, de cunho visivelmente extrativista (a exemplo do que ocorrerá no Brasil-Colônia sob o domínio de Portugal), tem sua razão de ser na manutenção de privilégios restritos a poucos - monopólio ilimitado do poder - às custas de muitos.

Em momentos históricos críticos como o que se apresenta atualmente no Brasil (circunstâncias críticas se apresentam ao longo da história como momentos capazes de se impor reviravoltas nos rumos institucionais de cada nação), quando é possível romper esta lógica extrativista consolidada por círculos viciosos clientelistas, a reação e os ataques por parte daqueles que detém o poder são consequências esperadas que devem ser enfrentadas através da revolta popular. Especialmente quando o cinismo e desfaçatez embriaga inconsequentemente as ações de (des)governo.

É preciso lembrar que são as escolhas de nossas instituições, extrativistas ou inclusivas, que determinarão o futuro que se apresentará. São as instituições políticas que definem quem são os detentores de poder na sociedade e para que fins ele pode ser utilizado. Instituições extrativistas são caracterizadas pela distribuição estrita e privilegiada de poder, onde os detentores do Estado dispõem de meios para implementar ações visando ao próprio enriquecimento e aumento de poder, em prejuízo de toda a coletividade.

Em sentido contrário, nas instituições inclusivas existem políticas promotoras de ampla distribuição de poder (controle, limites e prestação de contas) na sociedade, materializado num pluralismo com o equilíbrio de todas as forças e seguimentos sociais. Eis a peça-chave, exigir, lutar e revolucionar em busca  de instituições inclusivas onde se possibilite a aplicação das "regras do jogo" indistintamente a todos, com oportunidades  e distribuição mais equitativa de recursos, assim como a imposição de restrições (limites) que devam ser observadas por toda a sociedade.