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Não se pode querer anular, automaticamente, as provas provindas de uma delação, por omissão ou mentira dos colaboradores!

Após a revelação dos áudios de Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS há duas semanas e os seus depoimentos logo após, com a decretação da prisão pelo STF em seguida, a pergunta supra é mais do que pertinente, até mesmo porque desde o acordo firmado entre a Procuradoria da República e os empresários, com isenção total de responsabilidade penal, a sociedade ficou, como se diz, com a “pulga atrás da orelha”

A resposta de plano deve ser afirmativa, pois da própria essência do acordo, temos a peculiaridade de que as afirmações trazidas pelos colaboradores têm de ser confirmada com outras provas, bem assim sempre consta cláusula de que os beneficiados não podem mentir ou omitir, logo tais caracteres nos autorizam a enunciar de forma positiva, contudo, por outro lado, isso não significa que as provas existentes percam a sua validade.

Não podemos confundir os institutos e tanto é verdade que o PGR teve o cuidado quando da revelação dos referidos áudios em falar de rescisão, na linha de uma revisão do que ficou acertado e não necessariamente anulação, com invalidação de todos os atos subsequentes que aconteceram após a delação, até mesmo porque o devido processo legal, independentemente, desse peculiar fato tem que ter continuidade.

O alarde feito na imprensa nesse momento se dá muito mais pelo próprio início conturbado da delação e o envolvimento do Presidente da República do que os fatos posteriores, eis que quando da homologação da referida delação pelo STF, tais premissas restaram externadas e tanto é verdade que três integrantes, Fux, Marco Aurélio e Celso de Mello publicizaram tal linha de pensar, que por óbvio não pode ser diferente.

Sobre o referido processo, vejamos algumas cláusulas do acordo:

A prova obtida mediante o presente acordo será utilizada validamente para a instrução de inquéritos policiais, procedimentos administrativos criminais, medidas cautelares, ações penais, ações cíveis e de improbidade administrativa e inquéritos civis, podendo ser emprestada também aos :Ministérios Públicos dos Estados, à Receita Federal, à Procuradoria da Fazenda Nacional, ao Banco Central do Brasil, à Controladoria-geral da União, ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência - CADE e a outros órgãos, inclusive de países e entidades estrangeiras, para a instrução de procedimentos e ações fiscais, cíveis, administrativos, inclusive disciplinares, de responsabilidade bem como qualquer outro procedimento público de apuração dos fatos, mesmo que rescindido este acordo, salvo se essa rescisão se der por descumprimento desta avença por exclusiva responsabilidade do Ministério Público Federal.

E também:

Em caso de rescisão do acordo por sua responsabilidade exclusiva, o COLABORADOR perderá automaticamente direito aos benefícios que lhe forem concedidos em virtude da cooperação com o Ministério Público Federal, *permanecendo hígidas e válidas todas as provas produzidas, inclusive depoimentos que houver prestado e documentos que houver apresentado, bem como válidos quaisquer valores pagos ou devidos a título de multa.

Mais precisamente sobre o instituto:

"O acordo de colaboração premiada, desde que regularmente homologado por órgão judiciário competente, configura ato jurídico perfeito, do qual resulta, quando cumprido pelo colaborador, direito subjetivo que lhe garante acesso aos benefícios de ordem legal”.
“O acordo de colaboração premiada regularmente homologado, qualquer que tenha sido a instância perante a qual celebrado, qualifica-se como ato jurídico perfeito, revelando-se insuscetível de modificação, ressalvadas as hipóteses de seu descumprimento por parte do colaborador ou da superveniência de causa legítima apta a desconstituí-lo”. (Ministro Celso de Mello, Decano do STF).

*Descarte de provas*

De acordo com Celso de Mello, o decano da Corte, com a possível anulação, as provas só poderão ser descartadas se forem as únicas a basear as acusações contra terceiros. “Na eventualidade de uma revisão do acordo de colaboração premiada, ainda que o fato seja imputável ao agente colaborador, em havendo a rescisão, as provas coligidas a partir do depoimento, em relação a terceiras pessoas, vale dizer, em relação aos delatados, elas são válidas”

Ontem o STF foi enfático em enunciar que a revisão da delação não gera automaticamente a anulação das provas nela contidas e que o momento correto para se aferir isso só ocorrerá, pelo STF, acaso haja autorização da Câmara dos Deputados em juízo muito mais político que jurídico, este ficando condicionado a tal autorização e a ser feito pelo Judiciário quando do retorno da denúncia que já será enviada, já que a maioria do STF assim já se posicionou, 7x1, faltando, tão somente, os votos de Marco Aurélio, Celso de Mello e da Presidente Carmén Lúcia.

A linha da defesa de Temer que queria que não fosse enviada a referida peça para a Câmara dos Deputados,  e que a mesma retornasse a PGR só foi acolhida por Gilmar Mendes, eis que a própria Raquel Dodge não concordou com reenvio em memorial acostado ao feito, logo a denúncia seguirá para a Câmara dos Deputados, que irá deliberar se autoriza ou não a continuidade do processo contra o Presidente, logo tal questão é crucial, não só para esse peculiar caso, mas para todos os demais, já que o colaborador mentir ou omitir, é um risco peculiar ao próprio instituto e não, com todo respeito, da forma trazida pelo referido Ministro, que queria analisar tudo agora e aparentemente pela fala dura e pessoal contra Janot, anular tudo.

No nosso sentir, as provas trazidas após a colaboração não podem ser atingidas pela particularidade de sua autonomia e sua patente origem lícita, logo o que pode e deve ser revisto são os benefícios dados aos delatores por justamente terem descumpridos a sua parte no negócio jurídico e tanto é verdade que o PGR já pediu suas prisões e foram decretadas porque a partir da quebra da fidúcia, tem que haver a devida revisão, sob pena dos criminosos se beneficiarem de sua própria torpeza e isso é inadmissível!

Nesse processo complexo, pensamos que não se devem tirar conclusões precipitadas, até mesmo porque a maioria das pessoas que o comentam, como nós mesmos, não temos todos os elementos e na realidade não só pela qualidade de julgador e os limites que temos, a cautela recomenda explicar a população o instituto e suas nuances sem precisar as consequências, por não se ter todo o campo de cognição, logo esperamos minimamente ter contribuído de modo que os cidadãos continuem vigilantes, já que a delação, por si só, não significa impunidade!

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Não falarei nesse pequeno texto dos vários casos de corrupção que atualmente correm na Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, isso para ficar só no âmbito federal, já que também temos várias investigações e processos que correm na Justiça Estadual, até mesmo porque não tenho ciência exata de todos os elementos e, por conseguinte, poderia cometer equívocos graves, não sendo essa a nossa intenção, pelo contrário, quero trazer a nossa experiência de mais de 20 anos trabalhando na Justiça e até mesmo já ter sido atingido pessoalmente para patente desqualificação de nosso trabalho, que poderia ter sido combatido pelos seus fundamentos e quando o foi, não foram suficientes para deslegitimá-los.

E mesmo sendo da Justiça, agora como Juiz de Direito há quase vinte anos e tendo sido Ex-Juiz Eleitoral, mais precisamente desde o ano 2000 até 2014 participando de todas as eleições, considero-me com experiência suficiente para contribuir com a discussão e polarização atual dos que se consideram contra e a favor das operações, em especial a Lava Jato, e nessa linha ousar dizer que não concordo com nenhuma das estratégias que fogem do escopo maior de uma defesa séria e consistente, qual seja, impugnar os fatos em específicos e as teses jurídicas trazidas, deixando de lado a autoridade que conduz a investigação, acusação e julgamento.

E digo isso porque as pessoas acusadas, no sentido amplo do termo, não devem se defender, deslegitimando, em abstrato, os ocupantes dos cargos públicos que têm o dever funcional de propor a responsabilização de quem comete ilícitos, até mesmo porque essa linha de defesa, parte de uma presunção de má-fé que não pode ser aceita “a priori” e sim deve ser comprovada caso a caso, rebatendo, desde já, os excessos dos dois lados, o que desqualifica a acusação e julgadores por si sós e aqueles que descumprem o devido processo legal, legitimando qualquer meio para se atingir o fim, mesmo que este seja o combate à corrupção.

Entramos nesse outro lado em um tenso debate, não podemos, por exemplo, prender para investigar e a esse tema retornarei em outro momento!

E na linha abordada em destaque no texto, podemos tomar, como exemplo, e não necessariamente ser relevante o que pensamos subjetivamente sobre o acerto ou desacerto da solução trazida pelo STF, o caso da alegação de suspeição de Rodrigo Janot, que segundo a Corte não se comprovou nada do que se alegou e sinceramente a regra geral é essa mesmo, justamente porque a forma de se defender nesse caso é usada como uma manobra que consideramos equivocada, desviando-se dos fatos e argumentos de cada feito e concentrando-se na pessoa.

E vamos mais além, as vezes temos acusações contra a pessoa que exerce o cargo público, que por si só, não retiram a ilicitude dos atos que deveriam ser contrapostos, logo tal particularidade comprova o desacerto de tática.        

E continuando, também vislumbramos essa mesma linha de atuação do ex- Presidente Lula em relação à Moro e que se intensificou nessa semana claramente, quando o referido acusado força de modo escancarado a alegação de suspeição da autoridade judiciária, publicizando que a mesma já o tem como culpado, ousando fazer perguntas ao Juiz. Com todo respeito, quem já se viu tamanha inversão de valores!

E anotem aí com a saída de Janot e se por acaso o Presidente Temer não conseguir barrar a autorização da Câmara, coisa que pessoalmente acho difícil, pela velha tática de cooptação e fisiologismo que conhecemos e que deve dar certo de novo, sangrando ainda mais as nossas contas, a próxima vítima desse achincalhamento propositado será o ministro Fachin e todos os que demais seguirem, e adianto que os três Ministros que já se posicionaram pela validade em tese das provas da delação serão os primeiros. https://fontejur.com.br/revisao-de-delacao-e-possivel/

Desta forma, não entendo plausível e na realidade acho totalmente irracional essa tática não republicana de se atingir as pessoas e não os argumentos e fundamentos das peças processuais que tão somente buscam a devida responsabilização de homens públicos antes acostumados a não sentirem os efeitos das leis e que agora se sentindo intimidados pela primeira vez, passam de forma desesperada a promover esses ataques sem nenhum sentido.

E como tudo que estamos vivendo nesse momento é inusitado, o povo passa a não mais aceitar todo tipo de desculpa, percebendo, a manobra, que ataca pessoas e instituições que justamente estão promovendo de frente o combate à corrupção, desmascarando esses mentirosos mal acostumados com a impunidade. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/993-a-discussao-so-deve-ser-valida-com-os-dados-corretos-e-sem-interesses-obscuros  

Enfim, o povo não é mais bobo e como se diz “tá sacando tudo”.

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Por Herval Sampaio e Joyce Morais

É impressionante como alguns deputados têm tentado de todas as formas uma via que lhes dê legalidade para arrecadar verbas para as campanhas milionárias, quando deveriam se preocupar em convencer seus eleitores a lhe auxiliar em suas campanhas pelas propostas e ideias. Porque não faz isso?

A PEC da reforma política, que busca mudanças no sistema político-eleitoral, mais uma vez, não conseguiu ser votada, apesar de mais de cinco horas de debates e de tentativas de alterar o texto-base. Na quarta, dia 13, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu a sessão por falta de quórum e adiou a votação, tudo porque eles não conseguem se entender e até mesmo já publicizam que não tem voto para nenhuma das principais medidas que queria, distritão e fundo eleitoral. Talvez seja melhor ficar do jeito que está se for para piorar. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/999-que-a-reforma-politica-venha-do-povo-e-para-o-povo

No centro dos debates, mais uma polêmica: na terça, foi aprovado na Comissão da Câmara, texto que autoriza os partidos políticos a realizarem sorteios, bingos, rifas, loterias e outros eventos para arrecadarem dinheiro a ser usado nas campanhas eleitorais. A proposta foi tão rechaçada que um destaque foi apresentado pelo PSOL para retirar essa parte do projeto, e assim foi feito ontem pela Comissão da Câmara que discute a reforma.

Ou seja, tá difícil que as ideias originais de manutenção do poder pelo poder sejam aprovadas!

Ora, de longe se percebe o descabimento dessa propositura. Em uma época de crise pela qual passa o país, de desemprego, retrocessos, corte de gastos, inclusive no Judiciário, com extinção de varas e com rezoneamento eleitoral, não faz sentido atribuir à Justiça Eleitoral o dever de fiscalizar tais atividades como bingos e sorteios, que seriam mais uma atividade fácil de ser burlada, fraudada e de difícil fiscalização em decorrência da quantidade de vezes que poderiam ocorrer. O abuso do poder, que já predomina, vai aumentar contando com uma oficialidade.

Aliado a isso, se deve buscar cada vez mais a eficiência do sistema político, utilizando meios mais baratos e até mais eficazes na divulgação de propostas e ideias, como as redes sociais, por exemplo. Porque não querem enxugar de uma vez as campanhas eleitorais?

É ainda lamentável essa questão do bingo, pois propicia a entrada de recursos de fonte vedada nas campanhas. Além de, mais uma vez, tentarem se promover com o dinheiro do eleitorado, que nesses casos seriam aqueles que participariam dos bingos e sorteios.

O próprio artigo 334 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), criminaliza tais práticas visando propaganda ou aliciamento de eleitores:

Art. 334. Utilizar organização comercial de vendas, distribuição de mercadorias, prêmios e sorteios para propaganda ou aliciamento de eleitores:

Pena - detenção de seis meses a um ano e cassação do registro se o responsável for candidato.

E por óbvio, tem uma farta jurisprudência da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal enfatizando a impossibilidade de tais ações, que seguem na linha contrária ao que propuseram na reforma política. Então mais que uma incompatibilidade moral, o que há também é uma afronta ao ordenamento jurídico brasileiro, que deveria ser zelado, por aqueles que possuem predominantemente a função legisferante do Estado.

E tudo isso ainda acontece, porque mesmo com o avanço na cobrança e fiscalização que eles estão sofrendo, em especial, nas redes sociais, no fundo eles ainda acham que a gente se esquece e no final aceitamos, mas esse tempo passou e agora se querem aprovar uma reforma política, que seja de verdade e não mais uma de mentirinha para ludibriar o sofrido povo brasileiro.

Não falta mais o que eles inventarem para tentarem se manter no poder!

 

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O Brasil dos últimos tempos tem assistido a tristes episódios de investigações, denúncias de corrupção e condenações dos nossos políticos e cidadãos que ocupam altos cargos no serviço público e no setor privado.

Mas tudo isso só está sendo possível de ser vivido porque mais que nunca os órgãos responsáveis por investigar e punir, os tem feito. E você, onde se encaixa, qual seu lugar e sua função no combate à corrupção? Esta é a pergunta que deve ser feita e cada um de nós buscar a melhor resposta para ela firmando um compromisso com a cidadania no sentido amplo, que por óbvio não pode ser restrita somente a cobrar direitos e sim realizar deveres também.

Se hoje o brasileiro tem a oportunidade de descobrir todos esses esquemas que desviam verbas públicas e prejudicam o desenvolvimento do país, é graças à capacidade de investigação e à publicidade dos atos. Em um país que já passou por fortes restrições e momentos de censura, investigar e publicizar os fatos criminosos praticados por aqueles que exercem influência na República, é de extrema importância e já se constitui, por si só, como um grande avanço em relação ao passado em que infelizmente a Justiça, regra geral, não chegava como deveria aos chamados crimes de colarinho branco.

Nesse cenário, a Polícia Federal vem atuando incansavelmente e com firmeza na busca por provas dos crimes e indícios dos criminosos; o Ministério Público, por sua vez, vem exercendo um papel fundamental de denunciar os suspeitos e o Poder Judiciário fazendo das decisões e sentenças um instrumento eficaz de combate à corrupção, condenando os culpados, tudo, respeitando, a garantia constitucional processual do cidadão do devido processo legal.

Na última sexta-feira, por exemplo, mais uma lamentável denúncia realizada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. Como réus, figuram os membros do PMDB do Senado: Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney, Sérgio Machado, Romero Jucá e Valdir Raupp, acusados de receberem R$ 864 milhões em propina e causar prejuízo de mais de R$ 5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro.

Sem prejulgar nenhum dos envolvidos e a esse tema retornarei em outros textos, mas alguém, em sã consciência, duvida que o PMDB é o partido mais fisiologista de todos e por conseguinte, nessa relação promíscua, deve estar muito enrolado com problemas trazidos à tona pela denúncia?

Dentre as diversas imputações de crime, estão: corrupção ativa e passiva, prevaricação, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, fraude a licitação, cartel e evasão fraudulenta de divisas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na referida denúncia a pena de prisão dos citados, além de pagamento no valor de R$ 200 milhões a título de ressarcimento e indenização. Os citados teriam se reunido ainda em 2002, por ocasião da eleição de Lula à Presidência.

São acusações gravíssimas que nós temos a obrigação de cobrar a devida apuração no mais rápido tempo possível e essa nossa participação é primordial para o sucesso desse momento ímpar pelo qual tínhamos que passar com a esperança de que tenhamos novos tempos.

E pior de tudo isso é que quando a gente pensa que já foi tudo escancarado, investigado, denunciado, se engana. A cada novo dia, uma denúncia que nos causa perplexidade e enoja ao saber a quantidade de dinheiro desviado sem qualquer acanhamento, pelo contrário, os ladrões e assassinos desse país agem com uma naturalidade quando se trata de roubar dinheiro público que impressiona a qualquer estudo científico.

Mas nós temos uma última esperança: o eleitor que em toda votação tem o destino nas mãos, o poder de não deixar que suspeitos, denunciados ou condenados possam voltar a ocupar cargos públicos ou exercer influência no governo. E é o que mais tá faltando nesse momento, que cada cidadão chame para si a responsabilidade!

Portanto, seja como cidadão, membro da Polícia Federal, do Ministério Público, do Poder Judiciário, descubra sua função no combate à corrupção. Somente unindo forças, é que a Nação poderá sair mais fortalecida de toda essa crise institucional, moral e ética, que infelizmente parece não ter fim, mas que na realidade o grande segredo para o sucesso nessa empreitada é ver o lado bom de tudo isso, que é justamente não mais passar em branco as roubalheiras de outrora.

Desta forma, temos que aferir no cotejo geral dessa luta contra a corrupção, o custo-benefício e pessoalmente penso que por mais que haja algum tipo de equivoco na condução desse processo como um todo, temos muito mais acerto e principalmente a sociedade começa a ver de outro modo tudo isso, cobrando de todos os homens públicos uma postura diferenciada, até porque eles somente nos representam, sendo um dever da cidadania estar mais presente na vigilância e quando de fatos fizermos isso, mudando a nossa forma de votar, os resultados aparecerão muito rápido e ninguém vai ter saudade desse passado, que nem para museu presta.

Então, nós somos a parte mais importante nessa luta contra a corrupção!

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Por Herval Sampaio e Joyce Morais

 

Hoje, dia 07 de setembro, é comemorado o Dia da Independência do Brasil, quando em 1822 o príncipe regente Dom Pedro, às margens do riacho do Ipiranga (localizado na atual cidade de São Paulo-SP), proferiu o grito da independência, rompendo laços com Portugal. Desde então a data é festejada com feriado nacional e desfiles cívicos pelas cidades, celebrando o orgulho patriota. Mas será que temos tanto a comemorar mesmo? Quanto independentes nós somos realmente?

O Brasil em seu descobrimento foi arrematado por Portugal, que explorou nossas riquezas e nossa gente por muito tempo. Mesmo após a separação entre os países, os grandes proprietários de terra que aqui ficaram passaram a escravizar negros africanos e com a industrialização passaram a adquirir mão de obra barata, sujeitando os trabalhadores à péssimas condições de trabalho, situação que infelizmente ainda persiste em alguns recantos do país.

Hoje, com grandes avanços sociais e jurídicos, o grande vilão e senhor dos escravos é a corrupção. A corrupção escraviza, acorrenta, assola, maltrata e mata milhares de brasileiros todos os dias quando falta remédio e maca nos hospitais; quando não há vagas para consultas e cirurgias; quando alunos ficam sem aula por falta de professor ou de merenda escolar; quando o empregado trabalha mais que sua jornada sem receber horas extras; quando a carga de impostos é tão alta que não permite ao pai alimentar seu filho adequadamente; quando faltam incentivos ao jovem para o primeiro emprego, enfim quando falta dinheiro para efetivação de todas as políticas públicas e quando os direitos são desrespeitados por causa de poderosos que usam justamente a corrupção para se manter no poder e continuarem descumprindo as normas.

A corrupção escraviza e nos causa revolta quando vemos malas cheias de dinheiro público sujo esperando para ser lavado e usado em benefício de criminosos, tudo para que continuem nesse círculo vicioso e pernicioso. É absurdo ler a cada dia nos noticiários esquemas de corrupção serem revelados. Detalhe: o que pensávamos ser mala com a apreensão da semana, mais parece uma necessarie ou pochete!

Em três dias, a gente descobre mais de 51 milhões de reais em apartamento escondidos supostamente pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, adquiridos através de propina; descobre que dois ex-presidentes da República, Dilma Rousseff e Lula foram indiciados por crime de corrupção e obstrução à justiça, quando em seu mandato, a primeira mulher presidente do país tentou nomear Lula para o Ministério da Casa Civil, em uma tentativa frustrada de tentar tirá-lo das investigações da Lava-Jato em Curitiba e assegurar a ele foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal; e descobre ainda que os irmãos delatores Joesley e Wesley Batista tentaram enganar a Justiça, omitindo e mentindo sobre informações sobre crimes que cometeram ou de que tinham conhecimento, permitindo agora que se cancele assim o considerado vantajoso acordo que tinham com a Procuradoria-Geral da República.

E para completar essas novidades, que por mais incrível que pareça, ainda foram capazes de nos estarrecer, quando pensávamos que não mais nos surpreenderiam, tivemos o testemunho e não a delação como se tem falado do ex-deputado, prefeito e ministro Antônio Palloci, que companheiro de 30 anos do ex-presidente Lula e petista de carterinha como se diz, conta ao Juiz Moro o que a maioria do povo brasileiro, não apaixonados e cegos por Lula e sua trupe, já sabia, que, por óbvio, o PT não poderia ser o único partido que por algo sobrenatural estaria livre de toda essa roubalheira.

Entretanto, ainda temos muitos que insistem em dizer que tudo isso é conspiração da mídia, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, só valendo esses testemunhos, delação, e demais provas quando dizem respeito aos outros partidos e políticos adversários.

Será que Palloci é o único mentiroso dentre os que depuseram e delataram? Mas ele não era um grande companheiro, segundo o próprio Lula? E não é mais?

Em outros textos, retornaremos a todos esses assuntos que acabaram nos surpreendendo e que com certeza comprova que estamos longe, muito longe de sermos independentes na acepção da palavra.

É então que a gente para e reflete o quão realmente nós somos independentes. A verdade é que acreditamos que o Brasil nunca foi. Uma Nação independente pressupõe uma Nação forte, unida e soberana não apenas no papel.

Se formalmente somos uma democracia, na prática, estamos à mercê de representantes que, por vezes, só representam a si e seus interesses. Estamos, como há muito tempo não estávamos - depois de um breve salto de desenvolvimento interno e crescimento internacional – em um triste momento político-econômico que escancarou para o mundo a falta de ética e moral dos nossos governantes e infelizmente, a fragilidade do nosso sistema.

Para não finalizar esse texto sem o otimismo que deve imperar em nossas ações para justamente vencermos este obstáculo, registramos com orgulho que a Polícia Federal, mais uma vez, ao participar do desfile cívico da comemoração de nossa independência no sentido histórico, foi ovacionada pelo povo, comprovando que as instituições que hoje combatem à corrupção de todos os lados são realmente prestigiadas, logo sinalizamos que o povo não aguenta mais corrupção de quem quer que seja, desejando piamente ser independente e por conseguinte, precisamos de uma magistratura também independente e que não fique a mercê dos poderosos, que a denigrem justamente para que não haja a tão sonha independência da corrupção em nosso país. 

Sonhamos, então, com o dia em que investigações apontarão que o dinheiro foi destinado corretamente. Sonhamos com o dia em que o ensino será de qualidade, as pessoas serão atendidas com dignidade nos hospitais, com o dia em que não precisaremos sair às ruas pedindo ordem e combate à corrupção, mas tão somente, marchando, em datas como essa que nos fazem sentir orgulho de quem somos. Mas por hoje... Por hoje não. Não há (ainda) o que comemorar. 

Não há, então, independência de uma nação com patente corrupção!

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